Especial A TARDE | ENEM 2015 - page 7

Salvador, sábado, 12/09/2015
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Com base na leitura dos textos abaixo e nos co-
nhecimentos adquiridos ao longo de sua forma-
ção, redija um texto dissertativo-argumentativo na
modalidade escrita formal sobre a
Crise de mo-
bilidade urbana no Brasil
. Apresente uma
proposta de intervenção que respeite os direitos
humanos. Selecione, organize e relacione, de forma
coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa
do seu ponto de vista.
PROPOSTA DE PRODUÇÃO DE TEXTO
Professor: Abdon Guerra
Texto 01
A mobilidade urbana refere-se às condições de desloca-
mento da população no espaço geográfico das cidades. O
termo é geralmente empregado para referir-se ao trânsito
de veículos e também de pedestres, seja através do trans-
porte individual (carros, motos etc.), seja através do uso de
transportes coletivos (ônibus, metrôs etc.).
Nos últimos anos, o debate sobre a mobilidade urbana
no Brasil vem se acirrando cada vez mais, haja vista que a
maior parte das grandes cidades do país vem encontrando
dificuldades em desenvolver meios para diminuir a quan-
tidade de congestionamentos ao longo do dia e o excesso
de pedestres em áreas centrais dos espaços urbanos. Tra-
ta-se, também, de uma questão ambiental, pois o excesso
de veículos nas ruas gera mais poluição, interferindo em
problemas naturais e climáticos em larga escala e também
nas próprias cidades, a exemplo do aumento do problema
das ilhas de calor.
A principal causa dos problemas de mobilidade urbana
no Brasil relaciona-se ao aumento do uso de transportes
individuais em detrimento da utilização de transportes
coletivos, embora esses últimos também encontrem difi-
culdades com a superlotação.
Texto 02
Crise de mobilidade urbana:
Brasil atinge marca de
50 milhões de automóveis
Nos últimos anos, o aumento no número de veículos automotores no
Brasil foi 10 vezes maior do que o aumento da sua população: enquanto
a população aumentou em 12,2% numa década, o aumento do número
de veículos motorizados foi de 138,6%. Segundo dados disponibilizados
pelo Denatran, o país terminou o ano de 2012 commais de 50,2 milhões
de automóveis e 19,9 milhões de motos. Esse aumento da frota de veícu-
los é resultado do modelo rodoviarista que caracteriza historicamente a
política de mobilidade no Brasil.
O caos da mobilidade urbana está presente diariamente no noticiá-
rio. O cenário desse caos está completo: congestionamentos, acidentes e
mortes; ônibus, metrôs e trens sempre lotados. O enredo parece não ter
fim: motoristas impacientes nos intermináveis engarrafamentos, pas-
sageiros no ponto a espera de um ônibus que nunca passa e usuários dos
trens andando sobre os trilhos após mais uma pane.
Para piorar ainda mais a situação, os rumos das políticas continuam
privilegiando a circulação de automóveis. O conjunto de investimen-
tos previstos no campo da mobilidade urbana no contexto da Copa e as
Olimpíadas, por exemplo, reforça e reproduz mais uma vez um modelo
rodoviarista que caracteriza historicamente a política de mobilidade no
Brasil. Modelo esse que explica a atual crise da mobilidade.
- 20/09/2013
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